A reunião de 16.07.2026 entre o núcleo de Vizinhos do Areeiro e o Presidente da Junta de Freguesia, Pedro de Jesus, abordou treze temas críticos da freguesia — ruído e insegurança no Jardim Fernando Pessa, abusos de esplanadas em espaço público, degradação da calçada, ruído de arraiais, o túnel automóvel do Fernando Pessa, edifícios devolutos de risco, os dispositivos experimentais de recolha do Sistema Volta, caldeiras por replantar, perturbações sonoras, ocupação excessiva de passeio na Av. de Madrid, árvores por replantar, uso indevido do jardim em piqueniques, e a dispersão de migrantes com resíduos associados — com a JF a reconhecer a maioria das situações e a indicar que algumas soluções já estão em estudo ou dependem de outras entidades (CML, Polícia Municipal, PSP).
O núcleo de Vizinhos do Areeiro da Vizinhos em Lisboa) esteve reunido a 16.07.2026 com o Presidente da Junta de Freguesia do Areeiro (PJFA), Pedro de Jesus (cuja disponibilidade agradecemos e louvamos).
Apresentámos um extenso conjunto de problemas e propostas algumas das quais derivam das apresentadas em
https://www.vizinhos.org/propostas
Os temas que levámos à reunião foram:
1. Insegurança e ruído no parque de jogos do Jardim Fernando Pessa
No campo de jogos reúnem-se grupos muito ruidosos até bastante tarde (por vezes até às 0400). A rede está solta em várias partes e o embate das bolas na vedação provoca ruído e tem libertado progressivamente a rede dos seus suportes.
O PJFA garantiu que estava a par da situação, que a solução ensaiada no passado de cedência de chaves no quiosque não demonstrou ser eficaz e que estaria em estudo solução para o problema.
2. Esplanadas no Areeiro: Esplanadas em estacionamento: Barracas e abusos (2m)
Foram descritos vários casos de aparente colisão com a legislação em vigor: com casos concretos e muito específicos com ocupação irregulares de passeio, arraiais decorrentes com música amplificada que prejudicam (muito) os moradores e ocupações alargadas de lugares de estacionamento.
Foram discutidas as limitações do "licenciamento zero" e a necessidade imperativa de o rever para terminar com os muitos abusos decorrentes que se observam por toda a cidade e a falta de legislação que resolva estes abusos.
Referiu-se que a JF tem um fiscal e que em breve irá reforçar estes meios mas que a fiscalização compete à polícia municipal (que tem feito algumas ações) mas com eficácia muito reduzida dada a continuidade da maioria das situações observadas e o surgimento de novas anomalias (que foram reportadas nesta reunião).
3. Depressões na calçada
Referimos o "parente pobre" da temática da mobilidade em Lisboa: a mobilidade pedonal que não tem lobbies ou associações ativas que a defendam como sucede com as outras formas de mobilidade.
Que, embora Areeiro (e Alvalade) tenham as suas calçadas em melhores condições que muitas freguesias de Lisboa (citámos os maus exemplos de Arroios e de Santa Maria Maior) têm (Areeiro e Alvalade) calçadas lisas, com depressões, que provocam quedas, tropeções e ferimentos nos moradores e que era preciso realizar um debate mais alargado sobre a substituição da calçada por formas de pavimento acessível mais fáceis de manter, mais baratas e que causem menos problemas aos peões.
4. Arraiais
Sublinhámos as várias queixas de ruído muito para além da hora e do local esperado neste arraial que, aliás, também tiveram lugar na última Assembleia de Freguesia com a presença de um número inaudito de moradores que apresentaram os problemas de ruído decorrentes da realização deste arraial.
Sublinhámos que, por vezes e dependendo das condições atmosféricas e da direção do vento, o ruído de arraias e festas em Alvalade e no Rock in Rio chega ao Areeiro assim como a realização de eventos ruidosos na Alameda Dom Afonso Henriques.
5. Túnel no Fernando Pessa
Levámos a questão da possibilidade de encerramento deste túnel à circulação automóvel e foi referida a oposição passada da CML à proposta.
Sublinhámos a quantidade de vezes que nos chegaram relatos de quase atropelamentos e a impossibilidade de circulação simultânea, no túnel, de peões e e veículos. Mencionámos que há moradores que continuam a preferir ter o túnel automóvel para a circulação dos seus veículos automóveis.
6. Alameda 64 e mais devolutos (risco para peões e moradores)
Listámos este e outros casos (felizmente poucos) de devolutos no Areeiro e o risco que colocavam para moradores e foi-nos informado da situação do 64 (de onde, ainda ontem, caíram no passeio mais partes da fachada).
7. Estruturas de recolha "Volta" em demonstração experimental no Areeiro
Apresentámos a proposta da Vizinhos em Lisboa a todas as juntas de freguesia de Lisboa:
8. As árvores plantadas em potes de plástico estão a morrer (demasiado pequenos e não estão a ser substituídas)
Referimos que, apesar dos progressos recentes (eram 80 em 2017) ainda há cerca de 60 caldeiras por replantar no Areeiro e que essa competência cabe à CML mas que é importante recuperar este atraso num contexto preemente de ondas de calor crescente em duração, frequência e intensidade.
Apresentámos a questão de muitas árvores em vaso colocadas no Bairro dos Atores estarem a morrer ou terem já morrido.
Foi debatida a possibilidade de alargar o programa de plantio de novas árvores no betuminoso dos arruamentos desse bairro.
9. Maquinaria colocada da residência de estudantes da Av. Manuel da Maia, que impede o descanso dos moradores dos prédios vizinhos.
A situação foi reportada mas não foi possível obter mais detalhes (a residência já está em funcionamento há alguns meses)
10. Esplanadas na Av de Madrid, principalmente uma depois do túnel quase impede a passagem de pessoas de mobilidade reduzida.
Alerta sublinhado para a situação que, segundo alguns moradores, se agravou com a multiplicação de esplanadas nesta avenida com uma ocupação crescente do passeio pedonal. Chamámos também a situação para a calçada levantada na saída da Rua Cervantes para a João XXI e para um sinal de trânsito vandalizado no logradouro da EB Luis de Camões (também conhecido como "Madrid") e para a acumulação de resíduos e alimentação irregular de milho normal para esse pombal contraceptivo da CML (que devia apenas alimentar os pombos com milho contraceptivo)
11. Replantar as árvores cortadas e plantar novas pois há muito espaço sem árvores, ex Fernando Pessa e EB Luís de Camões
Foi sublinhada a necessidade de replantar estas árvores perdidas nas últimas décadas e que, apesar disso, estão por replantar. Há casos de árvores em toco e abatidas pela CML há mais de 20 anos no Logradouro da EB Luís de Camões.
12. Os piqueniques no jardim, deixaram o jardim todo sujo. Deve haver regras de utilização
A saturação do jardim por este tipo de eventos tem danificado profunda e extensamente o relvado e aberto buracos (entre o campo de fitting e o parque infantil). Os resíduos que ficam depois das festas são cada vez mais comuns e começam a ser associados a surtos de baratas nas habitações em redor. Ficou a sugestão de uma vigilância mais ativa por parte da Polícia Municipal (em permanência no Forum Lisboa) e a colocação de cartazes pedindo aos utentes maior civismo. Ficou a sugestão da criação da figura do "Guarda de Jardim" neste e noutros jardins lisboetas, por razões de segurança e boa utilização. Mencionámos também a falta de policiamento de proximidade, de guardas nocturnos e a grande carestia de recursos humanos e materiais por parte da PSP Lisboa. E a necessidade que a Junta de Freguesia teve de auxiliar a esquadra das Olaias com diverso equipamento , consumíveis e dois veículos eléctricos.
13. Dispersão de migrantes "romenos" (aparentemente turcos de passaporte romeno) pelos vários espaços verdes da freguesia e resíduos associados à sua atividade.
Foi sublinhada a necessidade de uma intervenção mais intensa e reconhecido o esforço da JF sobre esta questão. Ficou a certeza de que se irá continuar a trabalhar para a resolução deste assunto.