Nos últimos 30 anos foram substituídas várias vezes, sem qualquer melhoria. A razão é simples: estão plantadas sobre o ponto mais alto do túnel do metro, o que impede as raízes de se desenvolverem em profundidade. Esta limitação está explicada no próprio projeto apresentado pela CML:
https://informacao.lisboa.pt/.../eixo-almirante-reis/entrada
A sombra que produzem é insuficiente
para regular a temperatura da avenida, e isso não vai mudar enquanto estiverem nesse local.
Se forem plantadas na zona lateral da avenida, as árvores terão condições muito melhores
para crescer e criar sombras amplas, que ajudem a baixar a temperatura.
É verdade que a transferência das tílias para a Alameda tem riscos
, e que algumas poderão não sobreviver. Contudo, as que sobreviverem terão condições muito melhores para se desenvolver.
Este "movimento de moradores" procura criar uma reação emocional
junto de quem preza o património verde da cidade, para
pressionar a CML a não incluir uma faixa BUS no sentido sul-norte
.
Consideramos a faixa de BUS essencial para aumentar a fluidez do tráfego e reduzir o tempo de viagem de autocarros e elétricos.
Lamentamos que interesses político-partidários, disfarçados de "movimentos de moradores", continuem a tentar sabotar decisões técnicas com fins ideológicos.
Demonizar o carro e quem o utiliza é um erro e revela uma análise superficial dos problemas da cidade. O verdadeiro problema de Lisboa é que muitas pessoas trabalham no centro, mas são obrigadas a viver na periferia, onde a rede de transportes públicos é deficiente e o carro acaba por ser a única opção realista.